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Dono da página Choquei é preso em operação da PF contra esquema bilionário

Investigação aponta uso de redes sociais para promover apostas ilegais e lavar dinheiro ligado a grupo liderado por MC Ryan SP.


Raphael Sousa Oliveira, é investigado em operação que apura suposta lavagem de dinheiro de mais de R$ 1,6 bilhão no Brasil – Foto: Reprodução

O responsável pela página Choquei, uma das maiores do país no segmento de entretenimento e celebridades, foi preso nesta quarta-feira (15) durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e apostas ilegais.

Segundo as autoridades, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, é suspeito de atuar como operador de mídia para uma organização criminosa liderada pelo funkeiro MC Ryan SP, que também foi detido na mesma investigação. A defesa do investigado não respondeu aos contatos feitos pela reportagem até a publicação desta matéria.

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A prisão faz parte da Operação Narco Fluxo, que cumpre dezenas de mandados expedidos pela Justiça Federal. No total, foram autorizadas 39 prisões temporárias, com prazo inicial de 30 dias.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava a popularidade nas redes sociais para estruturar um sistema de movimentação de recursos ilícitos. Nesse contexto, Raphael teria sido responsável por divulgar conteúdos favoráveis ao artista, além de promover plataformas de apostas e rifas digitais.

A página Choquei acumula milhões de seguidores — mais de 27 milhões no Instagram e cerca de 9 milhões na plataforma X — e se apresenta como um canal de divulgação de notícias sobre celebridades e bastidores do entretenimento.

As investigações indicam que o suspeito recebia valores elevados para atuar na estratégia de comunicação do grupo. Embora não participasse diretamente das transações financeiras, seu papel seria fundamental para ampliar o alcance das ações e reforçar a imagem dos envolvidos.

Ainda conforme a decisão judicial, o esquema teria movimentado quantias bilionárias, com indícios de ocultação de patrimônio e uso de empresas para dar aparência legal aos recursos obtidos de forma ilícita.

Além das prisões, a Justiça autorizou medidas como busca e apreensão, bloqueio de bens e quebra de sigilos telemáticos. Ao todo, dezenas de pessoas e empresas são investigadas por participação em diferentes etapas da operação.

O caso chama atenção para o uso de influenciadores e grandes páginas digitais como ferramentas em esquemas criminosos, ampliando o alcance e a complexidade das operações ilegais.