
Pastor é suspeito de abusar de fiéis usando “óleo ungido” como pretexto para “tirar magia negra” em Confresa (MT) – Foto: Reprodução
Um pastor evangélico do Distrito Federal foi condenado a 17 anos de prisão em regime inicialmente fechado por estupro de vulnerável, cometido contra mulheres de sua própria congregação. O réu utilizava sua posição de liderança para se aproximar das vítimas e, segundo as investigações, chegou a usar óleo ungido como parte do abuso.
Investigação e prisão preventiva
A prisão preventiva foi decretada após a mãe de uma das vítimas procurar a delegacia e apresentar provas digitais colhidas no celular da filha. Com base nos relatos e no histórico de crimes semelhantes, a autoridade policial solicitou a busca, apreensão e prisão do autor.
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Fontes ligadas ao caso informaram: “A condenação é referente a apenas um dos processos que Gilvan responde. A pena total pode ser significativamente ampliada à medida que as demais ações penais, que tratam de outras vítimas e circunstâncias, avançarem no Poder Judiciário.”
O réu permanece detido no sistema prisional do estado. A defesa ainda pode recorrer da sentença, mas a gravidade dos fatos e a reiteração criminosa fundamentaram a manutenção da prisão para garantia da ordem pública. O caso segue sob acompanhamento da rede de proteção à criança e ao adolescente de Valparaíso de Goiás.
Os crimes ocorreram dentro da igreja, aproveitando a relação de confiança e a vulnerabilidade das frequentadoras. A Justiça considerou a gravidade das condutas e determinou uma pena elevada, reforçando a responsabilidade sobre abusos cometidos em ambientes de autoridade religiosa.
O caso alerta para a necessidade de atenção a situações de exploração em locais onde há confiança e hierarquia, mostrando que a posição de liderança não pode ser usada para cometer crimes.
