Política

Economia

Lula deve encerrar mandato com rombo fiscal recorde; Brasil se aproxima de maior dívida pública desde o Plano Real

Cenário de desequilíbrio nas contas públicas gera preocupações sobre os impactos econômicos a longo prazo.


O Brasil caminha para fechar o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o maior déficit fiscal desde o Plano Real, superando índices registrados em gestões anteriores. De acordo com o economista Fabio Giambiagi, a média do déficit nominal do governo Lula para o período 2023-2026 deve ser de 8,6% do PIB, o que representa um aumento de quase 90% em relação ao déficit herdado de 4,6% do PIB no final de 2022.

Esse rombo fiscal é atribuído ao descontrole nos gastos públicos, que não são acompanhados por cortes de despesas ou medidas de austeridade. A dívida pública do Brasil, que já é a segunda maior entre os países emergentes, só perde para a da China, está pressionando ainda mais o orçamento do governo e aumentando o risco de juros altos.

Continua depois da Publicidade

O impacto desse cenário nas finanças do país pode ser profundo. A alta carga de juros resultante do elevado endividamento do governo torna os empréstimos mais caros, desestimula investimentos privados e limita o crescimento econômico. Além disso, a falta de recursos para investimentos públicos essenciais, como saúde e educação, pode agravar a qualidade dos serviços oferecidos à população.

Especialistas alertam que o governo Lula não tem dado a devida prioridade à transparência fiscal e não tem adotado medidas eficazes para controlar os gastos e equilibrar as contas. O economista Giambiagi aponta que a ausência de ajustes fiscais estruturais pode deixar uma “herança maldita” para o próximo governo, com uma dívida pública ainda mais difícil de controlar.

Enquanto isso, o Brasil permanece com uma das maiores dívidas públicas entre os países emergentes, o que coloca o país em uma posição vulnerável a choques externos e limita suas opções para políticas de crescimento sustentável no futuro.