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Discurso de ódio nas redes: Eduardo Bueno comemora morte de influenciador e enfrenta repercussão

Após vídeo polêmico sobre o assassinato de Charlie Kirk, historiador é alvo de críticas e tem evento cancelado pela PUCRS. Em resposta, acusa censura e mantém postura agressiva.


O historiador Eduardo Bueno, o “Peninha”, conhecido por seu canal “Buenas Ideias” no YouTube, gerou uma enorme controvérsia nas redes sociais ao comemorar a morte do influenciador conservador Charlie Kirk, morto por um tiro no campus da Universidade de Utah Valley, nos Estados Unidos, na última quarta-feira, 10 de setembro. Em um vídeo compartilhado em seu perfil, Bueno fez comentários de teor insensível sobre a morte de Kirk, mencionando a família da vítima de forma despectiva, o que gerou uma onda de críticas nas plataformas.

“É terrível um ativista ser morto por suas ideias, exceto quando é Charlie Kirk”, disse Bueno, que continuou de forma irreverente: “Mataram o Charlie Kirk. Ai, coitado, tomou um tiro… que bom pras filhas dele”, em um trecho que foi amplamente compartilhado, causando indignação.

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Após o vídeo ser removido pelo Instagram, o historiador se manifestou em novas postagens, acusando a plataforma de censura e criticando a “liberdade de expressão” defendida por figuras da extrema direita. “Espero que os EUA invadam logo o Brasil para me defender!” declarou em um post subsequente.

Em meio à polêmica, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) decidiu cancelar o evento que teria a participação de Bueno no dia 14 de setembro. A universidade, que lamentou a postura do historiador, esclareceu que a atividade não integrava sua programação institucional e que o evento foi cancelado devido à rescisão do contrato de locação.

A decisão da PUCRS gerou ainda mais repercussão, com Bueno se defendendo em suas redes sociais, afirmando que não considerava o cancelamento como censura, mas sim como uma tentativa de proteger a imagem das instituições e garantir a segurança do público.

Além das críticas que recebeu online, o historiador também publicou uma “retratação” em que se desculpou pelos “deslizes e excessos” cometidos em seu vídeo, mas manteve a postura agressiva e o desprezo por figuras como Donald Trump e Charlie Kirk. “Embora o assassinato seja sempre algo a ser lamentado, o mundo sem a presença de certas pessoas, como Hitler e Stalin, é um lugar que fica melhor. E é um lugar que fica melhor com pessoas do meu tipo”, afirmou, gerando ainda mais indignação entre seus seguidores.

A polêmica sobre o discurso de Eduardo Bueno é mais um exemplo de como o discurso de ódio, alimentado por figuras públicas e influenciadores, tem se espalhado nas redes sociais, muitas vezes ultrapassando os limites do respeito e da dignidade humana.

Bueno faz “retratação” mas mantém agressividade

Ele reclamou ainda que “80% dos comentários do meu post cheio de deslizes e excessos são absolutamente desprezíveis e horrorosos e de um discurso de ódio, com o qual de certa forma eu me tangenciei”.  Mas Peninha continuou a dizer que mantém desprezo por Donald Trump, Marco Rubio e “pelo assassinado também”.

Em retratação, Eduardo Bueno, o Peninha, disse que houve um “movimento orquestrado” contra ele – Foto: Divulgação/Instagram

No vídeo, Peninha se queixou ainda de ser taxado de “comunista” e “extrema esquerda”, alegando que já fez críticas à esquerda.

Palestra cancelada não foi censura, diz Bueno

Em outro ponto do vídeo, Eduardo Bueno comentou que houve o cancelamento de sua peça na PUC-RS, que aconteceria neste domingo, além de uma palestra na Livraria Travessa de Porto Alegre.

Segundo o historiador, ele teria deixado as “portas abertas”. “Não acho que a PUC tenha me censurado e agiu dentro de suas convicções conservadoras. Tanto a Livraria da Travessa quanto a PUC agiram não apenas em defesa de sua própria imagem, mas acima de tudo da  segurança das pessoas que iriam assistir a palestra e compraram ingressos à peça”, afirmou. Ele disse que o dinheiro das entradas estaria sendo devolvido.