Política

EUA

Ex-presidente americano Jimmy Carter que governou o país de 1976 a 1981, morre em sua casa, aos 100 anos

‘Pacificador, honesto e pé no chão’: a repercussão pelo mundo da morte de Jimmy Carter. O democrata é o primeiro presidente dos EUA a atingir os três dígitos de idade.


Políticos, empresários e intelectuais lamentaram a morte, neste domingo (29), do ex-presidente americano Jimmy Carter. Ele tinha 100 anos e desde 2023 estava sob cuidados paliativos em sua casa, em Plains, no estado da Geórgia, nos EUA.

Carter governou os Estados Unidos de 1976 a 1981, mas não conseguiu a reeleição. Em 2002, contudo, ele foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, pelo seu trabalho em defesa dos direitos humanos, dos valores democráticos e em busca pela solução de conflitos armados ao redor do mundo.

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Em uma rede social, o ex-presidente americano Bill Clinton e sua esposa Hillary Clinton publicaram em conjunto uma nota, afirmando que estão de luto pela morte de Carter.

“Guiado pela sua fé, Presidente Carter viveu para servir aos outros – até o fim”, diz a nota publicada no X. O pronunciamento ainda destacou trabalhos de Carter em diversas frentes, complementando que ele lutou “incansavelmente por um mundo melhor e mais justo”.

O ex-presidente americano Jimmy Carter, em 2019. Político faleceu neste domingo, em sua casa, nos EUA, aos 100 anos – Foto: John Amis/AP

Também em uma rede social, o senador americano Bernie Sanders afirmou que Carter “será lembrado como um homem decente, honesto e pé no chão”.

“Jimmy Carter, tanto pelo que fez como presidente quanto em seus últimos anos, será lembrado como um homem decente, honesto e pé no chão. Ele fará muita falta. Jane e eu enviamos nossas condolências à família Carter”, disse Sanders.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que Carter teve um trabalho incansável na busca pela paz.

“Ao longo da sua vida, Jimmy Carter defendeu os direitos das pessoas mais vulneráveis e liderou incansavelmente a luta pela paz. A França envia os seus comovidos pensamentos à sua família e ao povo americano.”

Melinda French Gates, empresária e ativista americana, mais conhecida por seu trabalho com a Fundação Bill & Melinda Gates, disse no seu perfil do X (antigo Twitter) que Carter “foi um pacificador, um servidor público, um homem de fé, um parceiro dedicado de Rosalynn – e o pior pesadelo da dracunculíase”, referindo-se ao trabalho do ex-presidente em combater a doença.

Em um texto elogioso de quatro parágrafos, Melinda destacou os esforços do Carter Center em lutar contra “as doenças que afetam as pessoas mais pobres do mundo”.

“Honramos o presidente Carter lembrando que, por causa dele, a vida é mais saudável, melhor e mais segura, não apenas para uma vida, mas para milhões”, concluiu Melinda.