O atleta Waldonilton de Andrade Reis, de 43 anos, morreu ao sofrer um choque anafilático (reação alérgica) depois que, segundo a família, ele engoliu uma abelha durante um treino de ciclismo na orla da praia da Ponta Negra, em Manaus acende um alerta para a necessidade de atendimento médico naquela área que é muito procurado por atletas de alto rendimento aqui na cidade. O fato que aconteceu no dia 2 de março deste ano acende um alerta pela falta de atendimento médico nas proximidades da praia.
Segundo a família, o último relato do atleta às pessoas que tentaram ajudá-lo foi dele explicando que ingeriu o inseto durante o treino. No decorrer da internação de Waldonilton, os médicos informaram aos familiares que ele teve choque anafilático e a morte cerebral foi por consequência dele ter ficado mais de três minutos sem oxigênio no cérebro.
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Waldonilton de Andrade Reis, tinha 43 anos. — Foto: Arquivo Pessoal
“Ele esperou por muito tempo por um atendimento de primeiros socorros. “Ele chegou a ficar cerca de 20 minutos com dificuldade para respirar, a situação fez com que o quadro de saúde dele se agravasse ainda no local”, afirma a irmã do atleta, Rosilene Reis.”Não teve um socorro, não teve um posto de saúde, não tem um hospital por perto. O máximo que tinha era uma base do Corpo de Bombeiros que não tinha médico no plantão”, completou Rosilene Reis.
A irmã do atleta contou, ainda, que após o desespero das pessoas para tentar ajudar, um sargento do Corpo de Bombeiros chegou até o local onde Waldonilton estava e conseguiu reanimá-lo.
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Os familiares pontuaram que espaço onde o ciclista costumava treinar é muito procurado para atividade de lazer e esporte de alto rendimento em Manaus, mas não há suporte médico no local.
Segundo a família, o último relato do atleta às pessoas que tentaram ajudá-lo foi dele explicando que ingeriu o inseto durante a prática esportiva. No decorrer da internação de Waldonilton, os médicos informaram aos familiares que ele teve choque anafilático e a morte cerebral foi por consequência dele ter ficado mais de três minutos sem oxigênio no cérebro.

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Em seguida, ele foi socorrido para a unidade de saúde mais próxima, o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Joventina Dias, que fica a 8,4 km do local do incidente, no bairro Compensa, Zona Oeste. De lá, o atleta foi encaminhado para o Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, na Zona Norte, onde havia uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponível para ele, segundo a família.
Nos primeiros dias de internação, Waldonilton precisou fazer uma bateria de exames que indicavam que ele ainda tinha vida. Até que no dia 23 de março, o atleta não apresentou mais sinais vitais.
“O médicos falaram para gente é que o cérebro consegue ficar até três minutos sem oxigenação. Se tivesse tido um atendimento adequado, um médico, um bombeiro, ou então um posto de saúde, alguém poderia ter ressuscitado o meu irmão. Mas como ele passou mais de três minutos, demorou para ser levado ao Joventina, ele não aguentou. Nenhuma pessoa aguentaria”, lamentou.
Família lamenta falta de socorro adequado
Devido a falta de profissionais de saúde no local, os familiares de Waldonilton criticaram o cenário e afirmaram que esperam que medidas sejam tomadas para que nenhum outro caso do tipo ou outro acidente venha acontecer sem que a vítima tenha um pronto atendimento na região da Ponta Negra.
“É uma área muito movimentada. Há muito tempo já tinha que ter ao menos um posto de saúde, um Serviço de Pronto Atendimento, algo assim. É uma área de lazer, tem sempre turistas caminhando por lá, crianças, animais, idosos. Muita gente faz exercícios por lá e não é só uma área de esportes. É uma área de lazer para profissionais e amadores e não tem suporte médico”, disse Rosilene.
Fonte: G1
