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Mexicanos vão às ruas para protestar contra mudanças na lei eleitoral e defender a democracia

Multidões se reuniram no México no último domingo (26) para reduzir a força de autoridade eleitoral que ameaça à democracia e para condenar medidas do governo.Este parece ser o maior protesto até agora contra o governo do presidente Andrés Manuel López Obrador.


Sob o lema #MiVotoNoSeToca (Ninguém toca no meu voto), uma multidão vestida de branco e rosa, as cores do organismo eleitoral, encheu grande parte do Zócalo, de 21.000 metros quadrados, e várias ruas vizinhas do centro histórico da cidade.

Foto: reprodução (Reuters)

Os organizadores da manifestação disseram que mais de 500.000 pessoas compareceram à Cidade do México, com imagens de vídeo nas redes sociais mostrando a praça central Zocalo tomada por manifestantes, que também se espalharam pelas ruas adjacentes. Autoridades locais também reconhecem a estimativa de meio milhão, enquanto a imprensa deu estimativas mais baixas.

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A reforma “é um retrocesso na democracia. Há 40 anos, quem qualificava a eleição era a secretaria de governo (Interior), e este homem (o presidente López Obrador) quer o mesmo para controlar a eleição” presidencial de 2024, informou à AFP Alejandro Rodríguez, um advogado de 61 anos.

Foto: reprodução (Reuters)

O governo da Cidade do México, que é controlado pelo partido de López Obrador, disse que apenas 90 mil pessoas participaram.

O Congresso do México aprovou na última quarta-feira (22) uma grande reforma do Instituto Nacional Eleitoral (INE), um órgão independente em que López Obrador é destacado como corrupto e ineficiente.

O presidente de 69 anos nega que suas mudanças enfraquecerão a democracia mexicana. Os críticos prometeram levar a legislação, que reduz o orçamento e o pessoal do INE, bem como reduz as suas responsabilidades, ao Supremo Tribunal.