Um estudo feito pela associação de mídias internacionais do jornal britânico The Guardian, o alemão Die Zeit e a organização SourceMaterial de jornalismo investigativo questiona a efetividade do mercado de compensação de carbono em balancear as emissões de gases estufa. Segundo o grupo, a compra de créditos de carbono em florestas tropicais é essencialmente “inútil”.
O mercado de créditos de carbono se tornou uma alternativa popular para grandes corporações balancearem suas emissões, financiando projetos que protegem florestas que compensariam suas liberações de gases na atmosfera. A análise dos veículos de mídia sugere, porém, que cerca de 90% da compensação seria por “créditos fantasma” e não teriam efetividade.
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Ao longo de nove meses, a investigação analisou os relatórios de atividade da Verra, uma das líderes mundiais no mercado de carbono. A conclusão foi que as compensações, de forma geral, não levaram reduções significativas de emissões e não resultaram em nenhum benefício climático. De acordo com o The Guardian, “apenas um punhado de projetos mostraram evidências de redução de desmatamento, […] análises mais profundas sugerem que 94% dos créditos não trouxeram benefícios para o clima.”

Foto: reprodução
Desde 2009, a Verra forneceu mais de um bilhão de créditos de carbono. A organização afirma que o estudo realizado pelo grupo chegou a “conclusões errôneas”.
Para gerar os créditos de carbono, os recursos devem ser dirigidos a proteger uma quantidade de árvores que seriam capazes de absorver a quantidade de carbono equivalente às emissões de quem está comprando. Dentre os clientes da Verra, já estiveram a petrolífera Shell, a fornecedora de softwares Salesforce e até a banda Pearl Jam.
O Brasil é visto como uma grande fonte destes créditos, dada a extensão de suas florestas. O desmatamento no país, porém, vem crescendo nos últimos anos, após um período de grande redução nas taxas anuais.
Tesla é acusada de ferir privacidade e mentir sobre emissões de carbono
Um grupo alemão de defesa do consumidor abriu processo contra a montadora Tesla por ferir a privacidade de cidadãos e não falar a verdade sobre emissões de carbono. A ação foi iniciada em uma corte da capital, Berlim, e aponta desconformidades entre um sistema de segurança que permite o monitoramento por câmeras e as leis de proteção de dados vigentes no país.
Uber vai deixar usuário pagar mais para compensar emissão de CO2 nas viagens
A Uber lançou nesta semana no Brasil o chamado Uber Planet, um produto da companhia de transportes para ajudar na preservação ambiental por meio da compensação das emissões de gás carbônico (CO2) nas viagens feitas. O serviço é fruto da parceria com a Carbonext, empresa responsável por mensurar e reduzir as pegadas de carbono produzidas a cada viagem realizada na plataforma.

Foto: divulgação
Atualmente, a companhia está presente em mais de 10 mil cidades do globo. De acordo com informações de 2020, a plataforma conta com cerca 122 milhões de usuários, aproximadamente 5 milhões de motoristas/entregadores parceiros, e realiza cerca de 20 milhões de viagens/entregas por dia, no mundo todo.
A Uber chegou ao Brasil em 2014, com atuação inicial no Rio de Janeiro. A segunda cidade a receber o aplicativo foi São Paulo, seguida por Belo Horizonte. Segundo dados recentes, mais de 500 cidades brasileiras contam com os serviços da empresa, realizados por cerca de 1 milhão de motoristas e entregadores parceiros.
