
Maria do Carmo
A defesa da empresária e ex-candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo Seffair (PL) classificou como perseguição política a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Civil na residência dela, nesta sexta-feira (6), em Manaus. Os advogados também apontaram um possível abuso de autoridade e questionaram a divulgação de informações sobre a investigação.
A manifestação foi divulgada depois que policiais cumpriram uma ordem judicial no imóvel da empresária. Durante a operação, foram apreendidos um celular, um notebook e documentos que deverão passar por análise pericial.
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Justiça autorizou operação na casa de Maria do Carmo
A diligência não ocorreu por iniciativa isolada da Polícia Civil. A busca e apreensão foi autorizada judicialmente e voltou a ser permitida depois que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) derrubou uma liminar que havia suspendido temporariamente a medida.
Na decisão, o desembargador Paulo Feitoza considerou necessária a preservação de possíveis provas digitais. A defesa havia argumentado que Maria do Carmo estava disposta a entregar voluntariamente equipamentos eletrônicos, mas o magistrado entendeu que essa possibilidade não substituía a busca autorizada pela Justiça.
Investigação envolve imagem da filha de Omar Aziz
O inquérito conduzido pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) apura a produção e a divulgação de vídeos durante a campanha eleitoral de 2026 que utilizaram a imagem da filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD).
A investigação busca esclarecer quem participou da produção e distribuição do material e se houve violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A apuração também alcançou profissionais de marketing ligados à campanha de Maria do Carmo.
A empresária nega envolvimento nas irregularidades investigadas. Até o momento, a investigação não resultou em condenação contra ela.
Defesa fala em perseguição, mas investigação continua
Na nota, os advogados afirmaram que a operação representa uma escalada de perseguição política e levantaram questionamentos sobre a atuação das autoridades. A defesa também criticou supostos vazamentos de informações de um procedimento que tramita sob segredo de Justiça.
Apesar das acusações apresentadas pelos advogados, a operação foi realizada com autorização judicial. A apreensão dos equipamentos permitirá que os investigadores examinem possíveis elementos relacionados ao conteúdo divulgado durante a campanha eleitoral.
A investigação segue em andamento. A Rede Ponto Norte acompanha os desdobramentos do caso.
