
Professora Maria do Carmo. Pré
A Polícia Civil do Amazonas cumpriu, na manhã desta sexta-feira (6), um mandado de busca e apreensão na residência da empresária e professora Maria do Carmo Seffair (PL), no bairro Vieiralves, zona centro-sul de Manaus. A ação faz parte de uma investigação sobre a divulgação e a manipulação de imagens nas redes sociais envolvendo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD).

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A diligência foi realizada após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogar uma liminar que havia suspendido temporariamente a ordem judicial. A decisão foi assinada pelo desembargador Paulo Feitoza, restabelecendo a autorização para que os policiais realizassem as buscas no imóvel.
Investigação apura divulgação de imagens de adolescente
O inquérito é conduzido pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e investiga possíveis crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A apuração começou após a circulação de vídeos durante a campanha eleitoral de 2026. O material apresentava acusações contra Omar Aziz e utilizava uma imagem da filha adolescente do político.
O governador eleito havia criticado a exposição da filha e informado que acionaria a Justiça para identificar os responsáveis pela produção e divulgação dos conteúdos.
Justiça restabeleceu autorização para buscas
A busca e apreensão havia sido autorizada anteriormente, mas uma liminar concedida em 30 de outubro suspendeu temporariamente a medida em relação a Maria do Carmo.
A defesa argumentou que a empresária havia comparecido espontaneamente à delegacia e se colocado à disposição dos investigadores, inclusive oferecendo a entrega voluntária de aparelhos eletrônicos.
No entanto, em 3 de novembro, o desembargador Paulo Feitoza revogou a liminar. Na decisão, considerou necessária a realização das buscas para preservar possíveis provas digitais que poderiam ser apagadas ou modificadas.
Defesa ainda deve se manifestar
Na quinta-feira (5), Maria do Carmo publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que estava em casa e aguardava a chegada dos policiais. A defesa também apresentou um novo pedido de habeas corpus preventivo para tentar evitar uma eventual prisão.
Até o momento, não há confirmação de uma ordem de prisão contra a empresária. O pedido de habeas corpus ainda aguarda julgamento.
A investigação continua em andamento, e o cumprimento do mandado de busca e apreensão não representa condenação ou comprovação de responsabilidade criminal.
