A Polícia Civil do Amazonas prendeu sete pessoas durante a Operação Cavalo de Tróia, deflagrada nesta sexta-feira (7), em Manaus, Borba e Lábrea. Entre os detidos está a estudante de Direito Laíssa de Souza Martins, que se apresentava nas redes sociais como especialista em aumentar rendimentos e dizia poder ensinar outros estudantes a “faturar R$ 20 mil por mês” — tudo isso sem ter registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“Ter cliente não é sorte. É método. E enquanto você espera um milagre, tem gente aplicando o que funciona e faturando com a constância”, Laíssa de Souza Martins, presa em operação da Polícia Cívil – Foto: Reprodução
De acordo com as investigações, o grupo convencia idosos a abrir contas digitais e solicitar empréstimos sob o pretexto de ajudá-los a contestar cobranças indevidas. Com os dados das vítimas, os criminosos contratavam novos empréstimos e ficavam com o dinheiro, sem repassar qualquer valor aos verdadeiros titulares das contas. A quadrilha atuava havia cerca de três anos.
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Nas redes sociais, Laíssa ostentava uma vida de sucesso e usava um discurso motivacional para atrair seguidores. Com cerca de 2,5 mil seguidores no Instagram, ela afirmava ter alcançado o faturamento mensal de R$ 20 mil e oferecia “métodos” para outros estudantes fazerem o mesmo. Em suas postagens, também abordava temas sobre juros abusivos e ações contra bancos, o que, segundo a polícia, ajudava a dar aparência de legalidade às suas atividades.
Durante a operação, foram apreendidos quatro carros, uma motocicleta e cumpridos dois mandados de busca domiciliar. Entre os outros presos estão o advogado Helioenay Narftaly Pinheiro da Silva, com mais de 3 mil ações registradas no Tribunal de Justiça do Amazonas, e sua esposa, Thaís Alves da Silva.
A Polícia Civil ainda não informou o número total de vítimas nem o valor dos prejuízos causados pelo grupo. As investigações continuam para identificar possíveis novos envolvidos.
O que fazer se você foi vítima de golpe semelhante
Quem acredita ter sido lesado em golpes de empréstimo, falsos assessores jurídicos ou fraudes financeiras deve:
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Registrar um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima ou pelo site da Polícia Civil do Amazonas.
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Reunir provas como prints de conversas, comprovantes de transações e dados dos suspeitos.
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Procurar o Procon-AM ou o Ministério Público do Estado para orientação sobre reparação de danos.
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Nunca compartilhar senhas ou documentos pessoais com desconhecidos, mesmo em perfis que aparentam ser profissionais.
