
Vista aérea de drone mostra “SOS” escrito sobre um prédio desabado após os terremotos de 24 de junho em Los Corales, La Guaira, Venezuela, em 4 de julho de 2026 – Foto: Leonardo Fernandez Viloria/REUTERS
O número de vítimas fatais provocadas pelos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela no fim de junho subiu para 3.811, segundo informou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, em novo balanço divulgado nesta quinta-feira (9).
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De acordo com as autoridades, também foram registrados 16.740 feridos e 17.907 pessoas permanecem desabrigadas em consequência da destruição causada pelos tremores.
Tremores ocorreram em sequência
Os terremotos atingiram o país na noite de 24 de junho e tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, com intervalo inferior a um minuto entre os dois eventos sísmicos. O epicentro foi registrado próximo à região costeira de La Guaira, uma das áreas mais afetadas pela tragédia.
Após os tremores principais, os serviços de monitoramento sísmico contabilizaram pelo menos 20 réplicas, aumentando o temor da população e dificultando os trabalhos de resgate.
Prédios, residências, hospitais, escolas e trechos de rodovias sofreram danos de diferentes proporções, enquanto equipes de emergência seguem atuando na busca por desaparecidos e na assistência às famílias afetadas.
Mobilização internacional
Diante da gravidade da situação, diversos países enviaram ajuda humanitária à Venezuela. Entre eles estão Brasil, Estados Unidos, China, México e Reino Unido, que disponibilizaram equipes especializadas em resgate, além de medicamentos, alimentos, equipamentos e outros suprimentos destinados às vítimas.
Organizações humanitárias internacionais também participam das operações de socorro, oferecendo apoio médico, assistência psicológica e ajuda logística às regiões mais atingidas.
Um dos maiores desastres naturais da história recente do país
Os terremotos de junho estão entre os desastres naturais mais devastadores registrados na Venezuela nas últimas décadas. Além do elevado número de mortos e feridos, milhares de famílias perderam suas casas e dependem de abrigos temporários e da assistência do governo e de entidades humanitárias.
As autoridades continuam realizando avaliações estruturais em edifícios e monitorando a atividade sísmica na região, enquanto os esforços se concentram na reconstrução das áreas destruídas e no atendimento às vítimas.
As informações foram divulgadas pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, com base no balanço oficial das autoridades venezuelanas.
