Construir um avião na adolescência foi apenas o começo da trajetória de Sabrina González Pasterski. Nascida em Chicago, nos Estados Unidos, filha de mãe cubana, a física chamou atenção ainda jovem ao projetar e pilotar sua própria aeronave antes mesmo de tirar carteira de motorista. Anos depois, tornou-se uma das pesquisadoras mais promissoras da física teórica, com trabalhos citados pelo renomado físico Stephen Hawking.
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Sabrina Gonzalez Pasterski – Foto: Reprodução
Curiosamente, o caminho até o reconhecimento não foi imediato. Sabrina teve sua primeira candidatura à Universidade de Harvard rejeitada e entrou na lista de espera do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Depois de ingressar na instituição, porém, destacou-se como uma das melhores alunas do curso de Física, formando-se com desempenho acadêmico máximo.
Após concluir o doutorado em Harvard, sob orientação do físico Andrew Strominger, ela participou de pesquisas sobre gravidade quântica, buracos negros e ondas gravitacionais. Um dos estudos dos quais participou foi citado por Stephen Hawking e é considerado importante para o desenvolvimento da chamada holografia celestial, área que busca aproximar a relatividade geral da mecânica quântica.
Hoje, Sabrina lidera a Iniciativa de Holografia Celestial no Instituto Perimeter de Física Teórica, no Canadá, onde coordena pesquisas voltadas à compreensão das leis fundamentais do Universo.
Convites recusados
Ao longo da carreira, a cientista também despertou interesse de grandes organizações. Segundo informações divulgadas por veículos internacionais e repercutidas por publicações especializadas, Sabrina recusou convites para trabalhar na NASA e na Blue Origin, empresa espacial fundada por Jeff Bezos. Ela também teria rejeitado uma proposta de aproximadamente US$ 1,1 milhão para assumir um cargo de professora assistente na Brown University, optando por permanecer dedicada à pesquisa fundamental.
Em entrevistas, a física explicou que prefere manter a liberdade para investigar questões fundamentais da ciência em vez de atuar em projetos corporativos. Em uma de suas declarações mais conhecidas, afirmou que seu objetivo é compreender como o Universo funciona, e não contribuir para enriquecer bilionários, em referência ao convite recebido da Blue Origin.
Apesar de frequentemente ser chamada de “a nova Einstein”, Sabrina rejeita a comparação. Para ela, esse tipo de rótulo cria expectativas desnecessárias e desvia a atenção do trabalho coletivo desenvolvido pela comunidade científica.
Atualmente, sua pesquisa concentra-se em uma das maiores questões da física moderna: descobrir se o Universo pode ser descrito como um holograma, hipótese que poderá ajudar a unificar as leis da relatividade geral e da mecânica quântica.
