
Justin Cooper ao lado de Jim Carrey no filme “O Mentiroso” de 1997 – Foto: Everett Collection
Justin Cooper, conhecido por interpretar Max Reede, filho do personagem de Jim Carrey em “O Mentiroso” (Liar Liar), revelou detalhes pouco conhecidos de sua infância em Hollywood.
Durante participação no podcast The Not So Little Rascals, o ex-ator mirim contou que chegou a receber cartas enviadas por homens que estavam na prisão durante o período em que alcançou grande popularidade.
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Na época, Justin Cooper era uma das crianças mais conhecidas de Hollywood, principalmente após o sucesso de “O Mentiroso”, de 1997.
A exposição pública fazia com que ele recebesse correspondências de admiradores de diferentes lugares, inclusive de pessoas que estavam presas. Segundo o próprio ator, algumas dessas cartas eram enviadas por detentos que diziam ser fãs dele e faziam comentários sobre sua aparência. Cooper não revelou a identidade dos remetentes nem explicou quais eram suas motivações específicas. Por isso, não é possível afirmar que havia uma razão particular além da admiração declarada nas correspondências.
Segundo Cooper, sua mãe procurava protegê-lo dos aspectos mais incômodos da fama e não entregava algumas das correspondências que chegavam. .
O episódio do podcast dedica parte da conversa justamente à chamada “prison mail”, além de abordar a experiência de Cooper como astro infantil, sua relação com a mãe e a decisão de abandonar a carreira artística.
Mãe acompanhava Cooper nos sets
Cooper também destacou o papel da mãe durante os anos em que trabalhou como ator mirim. De acordo com seu relato, ela fazia questão de acompanhá-lo nos trabalhos e não o deixava sozinho com outras pessoas nos sets.
Ele relembrou ainda um episódio ocorrido durante as filmagens de “Dennis, o Pimentinha Ataca Novamente!”, de 1998. Don Rickles, que interpretava o personagem George Wilson, foi abordado pela mãe de Cooper, que teria pedido que o comediante evitasse determinada linguagem na frente do garoto.
A lembrança também foi repercutida por outros veículos de entretenimento após a entrevista.
A fama veio cedo
Nascido em Los Angeles em 17 de novembro de 1988, Justin Cooper começou a trabalhar ainda criança. Antes de chegar aos grandes sucessos dos anos 1990, apareceu em comerciais e fez sua primeira participação televisiva em “Full House”, em 1993.
No ano seguinte, passou a integrar o elenco de The Boys Are Back. Depois, participou de produções como ER, General Hospital e Boy Meets World.
A grande virada veio em 1997, quando interpretou Max Reede em O Mentiroso, contracenando com Jim Carrey.
O filme apresentou Cooper a uma audiência internacional e transformou o ator mirim em um rosto conhecido da comédia dos anos 1990.
De “O Mentiroso” a Dennis, o Pimentinha
Em 1998, Cooper protagonizou “Dennis the Menace Strikes Again!”, interpretando Dennis Mitchell. No mesmo período, participou da série Brother’s Keeper, na qual interpretou Oscar Waide.
A produção televisiva teve uma temporada entre 1998 e 1999, e Cooper chegou a ser indicado a um prêmio voltado a jovens atores por seu trabalho na série, segundo registros biográficos disponíveis.
Apesar da sequência de trabalhos, o interesse do ator pela profissão diminuiu durante a adolescência.
Por que ele deixou Hollywood?
Cooper contou que as audições começaram a parecer uma obrigação. Entre deslocamentos, testes e compromissos escolares, ele passou a preferir atividades comuns da adolescência.
Em determinado momento, sua mãe teria dito que ele não precisava continuar atuando caso não quisesse.
Cooper encerrou gradualmente sua carreira como ator. Os registros de filmografia indicam trabalhos até 2003, quando apareceu em um episódio de “The Practice”.
Uma nova carreira nos bastidores
A saída da televisão e do cinema não significou o afastamento definitivo do entretenimento.
Cooper posteriormente migrou para o rádio esportivo. Fontes biográficas o identificam como produtor e comentarista da Fox Sports Radio, incluindo trabalho como produtor executivo do programa “The Ben Maller Show”.
Em entrevista ao podcast, Cooper explicou que chegou ao rádio depois de procurar uma oportunidade de estágio e acabou construindo uma carreira nos bastidores da programação esportiva.
Linha do tempo da carreira de Justin Cooper
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1988 — Nasce em Los Angeles, Califórnia, em 17 de novembro.
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1993 — Aos 5 anos, faz sua estreia na televisão em Full House. Também começa a aparecer em trabalhos publicitários.
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1994–1995 — Integra o elenco da série The Boys Are Back, interpretando Nicky Hansen.
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1995–1996 — Faz participações em produções como ER e outras séries de televisão.
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1996–1998 — Participa de General Hospital, interpretando Lucas Jones.
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1997 — Atua em Boy Meets World e, principalmente, estreia no cinema como Max Reede em “O Mentiroso”, ao lado de Jim Carrey.
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1998 — Assume o papel de Dennis Mitchell em “Dennis the Menace Strikes Again!” e participa de The Magnificent Seven e Brother’s Keeper.
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1998–1999 — Interpreta Oscar Waide em Brother’s Keeper.
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2001 — Aparece na série All About Us.
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2003 — Tem um de seus últimos trabalhos como ator em The Practice. Depois, deixa a carreira diante das câmeras.
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Anos seguintes — Migra para o setor de produção de rádio esportivo e passa a trabalhar nos bastidores da programação esportiva.
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2026 — Volta a falar publicamente sobre sua experiência como ator mirim no podcast The Not So Little Rascals, relatando, entre outras coisas, as cartas que sua mãe teria escondido e os cuidados adotados por ela durante sua infância nos sets.
O que aconteceu com o ator?
Décadas depois de aparecer ao lado de Jim Carrey, Justin Cooper seguiu uma trajetória diferente da maioria dos atores mirins que permanecem na indústria.
Hoje, sua carreira está ligada principalmente à produção de conteúdo esportivo e ao rádio, enquanto suas experiências em Hollywood voltaram a chamar atenção por meio de entrevistas e podcasts.
O relato mais recente também lança luz sobre um aspecto menos conhecido da fama infantil: a exposição que acompanha jovens artistas quando ainda não têm autonomia para lidar sozinhos com o público e com correspondências de desconhecidos.
No caso das cartas vindas da prisão, o conteúdo das correspondências e a identidade dos remetentes não foram apresentados publicamente. A informação disponível é baseada no relato de Cooper sobre o que sua mãe lhe contou anos depois.
