Amazonas

Morre Paulo Onça, ícone do samba amazonense, após cinco meses internado por agressão

Compositor de sucesso nacional, Paulo Onça foi agredido após colisão de trânsito em Manaus; agressor chegou a ser preso após fuga.


O sambista e compositor amazonense Paulo Onça, nome artístico de Paulo Juvêncio de Melo Israel, faleceu aos 63 anos nesta segunda-feira (26), em Manaus. Ele estava internado há mais de cinco meses em estado grave, após sofrer uma agressão brutal em dezembro de 2024, logo após um acidente de trânsito. A morte foi confirmada pelo advogado da família.

Natural de Manaus, Paulo Onça iniciou sua trajetória musical aos 16 anos. Tornou-se um dos nomes mais respeitados do samba local e nacional, com destaque em 1990 ao consagrar a escola Vitória Régia campeã do Carnaval manauara com o samba “Nem Verde e Nem Rosa”. Sua carreira decolou e, em 1998, marcou presença no Carnaval do Rio de Janeiro ao conquistar o 7º lugar com um samba enredo sobre Parintins, feito em parceria com Quinho e Mestre Louro, para o Salgueiro.

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Ao longo de sua carreira, Paulo Onça teve sambas interpretados por grandes nomes como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e o grupo Exaltasamba. Em 2017, ele foi um dos autores do samba enredo da Grande Rio em homenagem a Ivete Sangalo, reafirmando seu talento como um dos principais compositores da escola de Duque de Caxias.

A agressão aconteceu após uma colisão de trânsito na Rua Major Gabriel, bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus. Segundo o filho do compositor, Paulo Sávio, após o acidente houve uma discussão, e o outro motorista, o comerciante Adeilson Duque Fonseca, agrediu Paulo Onça violentamente na cabeça até deixá-lo desacordado. O agressor fugiu do local sem prestar socorro.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do acidente, que ocorreu logo após a meia-noite. O vídeo mostra que o veículo de Paulo Onça atravessou o sinal vermelho antes da colisão. A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de Adeilson Duque, que inicialmente ficou foragido. Ele se entregou à polícia no dia 7 de dezembro, no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), e respondeu por tentativa de homicídio.

A morte de Paulo Onça encerra de forma trágica uma trajetória artística marcada pelo talento, amor ao samba e grande contribuição à cultura amazonense. Seu legado seguirá vivo nas composições que embalaram carnavais e emocionaram gerações.