Material de aparência humana será periciado para colaborar nas investigações do desaparecimento de jornalista e indigenista.
A Polícia Federal (PF) encontrou material orgânico, “aparentemente humano”, no rio Itaquaí, próximo ao porto de Atalaia do Norte, onde o jornalista inglês Dom Phillips e o indigenista brasileiro Bruno Pereira deveriam ter chegado no domingo (5).
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A PF do Amazonas, que coordena o comitê de crise, informou que o material orgânico foi encaminhado para análise pericial pelo Instituto Nacional de Criminalística da PF.
O mesmo Instituto vai realizar perícia nas amostras de sangue encontradas na embarcação de Amarildo da Costa de Oliveira, 41 anos, conhecido como “Pelado”, cuja prisão temporária de 30 dias já foi decretada nessa no dia 9 de junho.
“Os materiais coletados serão utilizados na análise comparativa com o sangue encontrado na embarcação”, diz a nota.
A PF explicou ainda que, nas últimas 24 horas, a operação Javari prosseguiu com a busca fluvial e com reconhecimento aéreo na região do rio Itaquaí, último local em que eles foram vistos.
“Os órgãos federais e estaduais reforçam o compromisso com a elucidação dos fatos e se empenham para que haja o retorno o quanto antes dos senhores Bruno Pereira e Dom Phillips para seus entes queridos”, finaliza a nota.
Entenda o caso
Dom Phillips, jornalista britânico de 57 anos – 15 deles no Brasil – estava na região do Vale do Javari (AM) fazendo pesquisa para um livro que está escrevendo sobre a Amazônia. Colaborador do jornal The Guardian, ele tem experiência na cobertura de temas relacionados à floresta e os povos indígenas amazônicos.
Phillips estava acompanhado do indigenista Bruno Pereira, servidor de carreira da Fundação Nacional do Índio (Funai) que estava de licença do órgão desde que fora exonerado em 2019.
Redação Portal CINCO
