Daniella Marques, que foi indicada por Paulo Guedes, deve assumir o comando do banco na semana que vem; ela substitui Pedro Guimarães, que pediu demissão depois de divulgação de denúncias de assédio.
Governo escolhe Daniella Marques, Secretária Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec) para ser a nova presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), em substituição a Pedro Guimarães, afastado por assédio sexual. O atual presidente oficializou nesta quarta-feira (29) seu pedido de demissão ao presidente Jair Bolsonaro.
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Marques vai passar pelo comitê de elegibilidade do banco e, só depois, assume o comando da Caixa – o que deve acontecer na semana que vem.

Curriculo
Daniella, convidada por Jair Bolsonaro (PL) depois da saída de Pedro Guimarães do cargo, quer revisar a governança da Caixa e, inclusive, já fez as primeiras consultas ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que o órgão compartilhe um programa de prevenção de assédio com a Caixa.
Formada em administração pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro e com MBA em finanças pelo Ibmec/RJ, Daniella trabalhou por 20 anos no mercado financeiro antes de entrar no governo, com gestão independente de fundos de investimento. Ela foi sócia de Guedes na gestora de recursos Bozano Investimentos entre 2013 e 2018.
Antes da nomeação, Daniella Marques estava na Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, cargo que assumiu em fevereiro de 2022.
Ela entrou no governo Bolsonaro no início, como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do ministro Paulo Guedes, em janeiro de 2019, em equipe que na época era considerada o “dream team” da economia. Grande parte já deixou o governo.
Segundo fontes, pesou na escolha de Marques também a necessidade de o governo tentar melhorar sua imagem com o eleitorado feminino, especialmente após as denúncias de assédio na Caixa.
