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A população de Manaus poderá enfrentar dificuldades no transporte público a partir da próxima segunda-feira (9). Trabalhadores do sistema de transporte coletivo anunciaram uma greve geral por tempo indeterminado, com previsão de início à 00h01.
A paralisação foi aprovada durante assembleia geral realizada na quarta-feira (4). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivo Urbano e Rodoviários de Manaus e Região Metropolitana, a principal motivação é o atraso recorrente no pagamento dos salários pelas empresas responsáveis pela operação dos ônibus na capital.
Caso o movimento seja iniciado, milhares de passageiros poderão ser afetados, principalmente trabalhadores, estudantes e pessoas que dependem diariamente do transporte coletivo para chegar aos seus compromissos.
Atrasos salariais motivaram decisão dos trabalhadores
De acordo com a representação sindical, os problemas relacionados ao pagamento dos funcionários vêm provocando dificuldades financeiras entre os profissionais do setor. A entidade afirma que os atrasos comprometem o orçamento familiar dos trabalhadores e motivaram a aprovação da greve como forma de pressionar por uma solução.
O presidente do sindicato, Givancir de Oliveira Silva, convocou uma coletiva de imprensa para esta sexta-feira (6), às 9h, na sede da entidade. A expectativa é que sejam apresentados detalhes sobre as reivindicações, a situação dos pagamentos e as medidas que poderão ser adotadas pela categoria.
O sindicato também informou que está cumprindo os procedimentos previstos na legislação de greve, incluindo a comunicação prévia aos envolvidos.
Prefeitura já apontou dificuldades financeiras no sistema
A possibilidade de uma nova paralisação ocorre em meio a um histórico recente de problemas envolvendo os pagamentos dos trabalhadores e o financiamento do transporte coletivo de Manaus.
Em setembro de 2026, uma paralisação de rodoviários provocou dificuldades na circulação dos ônibus da capital. Na ocasião, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informou que acompanhava o movimento e afirmou que a paralisação não havia sido comunicada previamente pelo sindicato.
Na mesma manifestação, a administração municipal declarou que, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), atrasos nos repasses do Governo do Amazonas referentes ao Passe Livre Estudantil da rede estadual estavam comprometendo o fluxo de caixa das empresas e o cumprimento de compromissos com os trabalhadores.
A Prefeitura também afirmou que mantinha o custeio do benefício destinado aos estudantes sob sua responsabilidade, enquanto a participação do governo estadual no financiamento das gratuidades dos alunos da rede pública estadual era objeto de discussão judicial.
O episódio evidencia que os problemas financeiros envolvendo o sistema de transporte público já provocaram reflexos na operação dos ônibus em outros momentos deste ano.
Negociação ainda pode evitar greve
Apesar da aprovação da paralisação, o sindicato afirma que permanece aberto ao diálogo com as empresas e demais envolvidos para tentar solucionar o impasse antes da próxima segunda-feira.
A expectativa é que as negociações avancem e que os pagamentos pendentes sejam regularizados, evitando prejuízos à população.
Até o momento, não há confirmação de acordo que suspenda o movimento nem informações oficiais sobre a adoção de um plano de operação mínima para atender os passageiros durante uma eventual greve.
A orientação para os usuários é acompanhar os comunicados do sindicato, das empresas de transporte e da Prefeitura de Manaus ao longo dos próximos dias, especialmente diante da possibilidade de mudanças na circulação dos coletivos.
Histórico de paralisação em setembro
Em 22 de setembro, trabalhadores do transporte coletivo também paralisaram as atividades em Manaus. A Prefeitura confirmou que acompanhava o movimento e divulgou explicações sobre dificuldades financeiras das empresas.
2. Posicionamento da Prefeitura: na ocasião, a administração municipal informou que, segundo o Sinetram, atrasos nos repasses estaduais referentes ao Passe Livre Estudantil estavam afetando o caixa das empresas e o pagamento dos funcionários. É importante apresentar isso como justificativa das empresas, e não como causa definitivamente comprovada da atual ameaça de greve.
3. Convenção coletiva dos rodoviários: encontrei informações sobre o acordo coletivo registrado em setembro de 2026, com vigência até abril de 2027. O documento prevê:
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Adiantamento de 40% do salário no dia 20.
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Pagamento dos 60% restantes até o quinto dia útil do mês seguinte.
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Reajuste salarial de 4,11%.
Em 3 de novembro de 2026, o presidente do Sinetram, César Tadeu Teixeira, afirmou que as empresas de ônibus não teriam recursos suficientes para pagar a folha salarial dos rodoviários, prevista para 9 de novembro, e a primeira parcela do 13º salário.
Segundo ele, o problema estaria relacionado à falta de repasses do Governo do Amazonas referentes ao Passe Livre Estudantil.
O sindicato empresarial apontou uma dívida acumulada de R$ 279,4 milhões, referente a 2025 e 2026.
O Governo do Amazonas contestou os valores e afirmou que os pagamentos de 2026 estão em dia, reconhecendo divergências judiciais relativas a 2025.
2. Posicionamento do IMMU
O IMMU já se manifestou sobre a crise financeira envolvendo o transporte coletivo.
Em informações divulgadas no início de novembro, o instituto afirmou que a Prefeitura de Manaus mantém o custeio do Passe Livre Estudantil dos alunos da rede municipal.
Sobre os estudantes da rede estadual, a administração municipal informou que a questão depende das tratativas entre o Governo do Amazonas e o Sinetram.
Em nota anterior, publicada em 22 de setembro, a Prefeitura também declarou que acompanhava uma paralisação dos rodoviários e buscava diálogo com trabalhadores e empresas para evitar prejuízos à população.
3. Outro fato importante: audiência terminou sem acordo
Uma audiência de conciliação realizada em 26 de outubro, no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), terminou sem entendimento entre as partes.
Na reunião:
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O Sinetram alegou dificuldades para continuar custeando as passagens dos estudantes da rede estadual.
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O IMMU informou que a Prefeitura vinha arcando com despesas atribuídas ao Governo do Amazonas.
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Os rodoviários apresentaram reclamações sobre atrasos nos salários e adiantamentos.
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A categoria solicitou aumento da multa aplicada às empresas por descumprimento de obrigações trabalhistas.
Não houve acordo na audiência.
Sinetram aponta dificuldades financeiras e prevê problemas para pagamento dos rodoviários
A crise envolvendo o transporte coletivo de Manaus também ganhou um novo capítulo após o posicionamento do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).
No dia 3 de novembro, o presidente da entidade, César Tadeu Teixeira, afirmou que as empresas operadoras não possuem recursos suficientes para quitar a folha salarial dos rodoviários, prevista para segunda-feira (9), além da primeira parcela do 13º salário dos trabalhadores.
Segundo o dirigente, a dificuldade financeira está relacionada a valores que o sindicato afirma não ter recebido do Governo do Amazonas referentes ao Passe Livre Estudantil. A entidade calcula uma dívida de R$ 279,4 milhões, considerando pendências de 2025 e 2026.
O Governo do Amazonas, por sua vez, contesta a cobrança e afirma que os repasses referentes a 2026 estão em dia. A divergência sobre os valores de 2025 permanece em discussão judicial.
Já o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) informou, em manifestações anteriores, que a Prefeitura de Manaus mantém o custeio dos benefícios estudantis sob sua responsabilidade e acompanha as dificuldades financeiras envolvendo o sistema de transporte coletivo.
O impasse aumenta a preocupação dos passageiros, uma vez que a data prevista para o pagamento dos trabalhadores coincide com o início da greve anunciada pelos rodoviários.
O Sinetram já havia alertado, em 3 de novembro, sobre a dificuldade das empresas para pagar os salários justamente na segunda-feira (9). Não se trata apenas de uma reivindicação sindical, mas de um impasse financeiro que envolve empresas, trabalhadores, Prefeitura e Governo do Amazonas.
