
Um Boeing 777 com 85 brasileiros deportados dos Estados Unidos desembarcou no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na madrugada de sábado (31). O governo federal recebeu o grupo por volta de 1h50 – Foto: Reprodução
Um voo procedente dos Estados Unidos chegou ao Brasil na madrugada deste sábado (31 de outubro), transportando 85 brasileiros deportados pelo governo norte-americano. A aeronave, um Boeing 777, pousou no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, por volta das 1h50.
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De acordo com informações do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o grupo era composto por 69 homens e 16 mulheres, com idades entre 30 e 39 anos. Entre os passageiros também estavam quatro crianças e adolescentes de até 14 anos e uma pessoa idosa.
Após o desembarque, os brasileiros foram recebidos por equipes do programa federal Aqui é Brasil, iniciativa criada para garantir acolhimento e assistência humanizada a cidadãos que retornam ao país após processos de deportação.
Deportados receberão assistência social e psicológica
O atendimento prevê serviços de saúde, acompanhamento psicossocial e identificação das necessidades mais urgentes dos passageiros.
As equipes também deverão fornecer orientações sobre o acesso a serviços públicos e auxiliar na organização do deslocamento dos brasileiros até seus municípios de destino.
A iniciativa busca oferecer suporte aos deportados no momento da chegada, especialmente àqueles que enfrentam dificuldades financeiras, emocionais ou familiares após o retorno forçado ao Brasil.

Boeing 777-200 – Imagem: Divulgação – Eastern
Programa federal já acolheu mais de 5,9 mil brasileiros
Dados atualizados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania mostram que o programa Aqui é Brasil, criado em 2025, já realizou 58 operações e possibilitou o retorno de mais de 5,9 mil brasileiros em situação de vulnerabilidade.
Somente entre janeiro e outubro de 2026, foram recebidos 39 voos com pessoas deportadas ou repatriadas, principalmente dos Estados Unidos.
Além do acolhimento emergencial, o programa conta com uma rede de atendimento que envolve diferentes ministérios, órgãos públicos, governos estaduais e municipais e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Em Confins, também funciona o Centro de Referência em Direitos Humanos para Pessoas Repatriadas e Migrantes (CREDH-RM), que oferece orientação documental e encaminhamento para serviços de assistência social, saúde, educação e oportunidades de trabalho.
Ceará já recebeu voos de brasileiros deportados
O Ceará também participou das operações de acolhimento de brasileiros deportados dos Estados Unidos em 2025. Naquele ano, Fortaleza recebeu voos com passageiros que retornavam ao país após procedimentos migratórios realizados pelas autoridades norte-americanas.
Um dos desembarques ocorreu em 7 de fevereiro de 2025, quando uma aeronave chegou à capital cearense com 111 brasileiros. Parte dos passageiros permaneceu em Fortaleza, enquanto outros seguiram viagem para Belo Horizonte, em Minas Gerais.
O atendimento contou com a participação de equipes estaduais e federais, incluindo profissionais de saúde e assistência social, além do Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM), instalado no Aeroporto Internacional Pinto Martins.
As ações envolveram assistência médica, apoio psicológico e orientações aos passageiros durante o processo de retorno.
Com a continuidade dos voos em 2026, o programa federal mantém Confins como um dos principais pontos de recepção de brasileiros deportados dos Estados Unidos, oferecendo suporte para que os passageiros consigam reorganizar a vida após o retorno ao país.

Equipe de acolhimento do voo deste sábado (31) atuou no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (Foto: MDHC/Divulgação)
Com informações do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Governo do Ceará e Diário do Nordeste.
