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AtlasIntel aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual 2º turno

Senador do PL aparece numericamente à frente, com 47,2%, contra 46,8% do presidente; levantamento ouviu 5.018 eleitores entre 11 e 16 de setembro.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa AtlasIntel contratada pela Bloomberg.

No cenário testado pelo instituto, Flávio Bolsonaro registra 47,2% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 46,8%. Brancos, nulos e eleitores que não souberam responder somam 6%.

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A diferença de 0,4 ponto percentual está dentro da margem de erro da pesquisa, de um ponto percentual para mais ou para menos, o que caracteriza empate técnico.

O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 16 de setembro, com 5.018 eleitores recrutados por meio digital. O intervalo de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06221/2026.

Lula aparece à frente no primeiro turno

Na simulação de primeiro turno divulgada pelo levantamento, Lula registra 44,1%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 41,7%.

Na sequência estão Renan Santos (Missão), com 5,1%; Augusto Cury (Avante), com 3,5%; Ronaldo Caiado (PSD), com 1,7%; e Romeu Zema (Novo), com 1,1%. Samara Martins (UP) tem 0,7%. Brancos e nulos somam 1,6%, enquanto 0,5% dos entrevistados não souberam responder.

Outros cenários de segundo turno

A pesquisa também avaliou possíveis disputas de Lula contra outros candidatos.

  • Lula x Romeu Zema: Lula aparece com 46,3%, contra 43,7% de Zema. Brancos, nulos e indecisos somam 10,1%.

  • Lula x Ronaldo Caiado: o presidente registra 46%, enquanto Caiado tem 41,7%. Outros 12,3% não escolheram nenhum dos dois ou não souberam responder.

  • Lula x Augusto Cury: Lula marca 45,6%, contra 37,8% de Cury. Brancos, nulos e indecisos representam 16,6%.

  • Lula x Renan Santos: o presidente aparece com 46,1%, enquanto Renan Santos tem 29,7%. Nesse cenário, 24,2% não escolheram um dos dois candidatos ou não souberam responder.

Diferença em relação ao levantamento anterior

Na pesquisa anterior da AtlasIntel, divulgada em setembro, Flávio Bolsonaro tinha 46,4%, enquanto Lula aparecia com 46,2% em uma simulação de segundo turno. O novo levantamento mostra uma variação para 47,2% e 46,8%, respectivamente.

A sequência de pesquisas divulgadas em setembro mostra resultados próximos entre Lula e Flávio em diferentes cenários de segundo turno, embora os percentuais variem conforme o instituto e a metodologia utilizada. Levantamentos recentes citados pelo UOL, por exemplo, apresentaram diferenças nas simulações entre os dois candidatos.

TSE já validou candidaturas de Lula e Flávio

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou, no início de setembro, os registros das chapas de Lula e Geraldo Alckmin, pelo PT/PSB, e Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, pelo PL. A Corte informou que os registros foram considerados regulares e atenderam aos requisitos legais para a disputa.

Posteriormente, o TSE concluiu o julgamento dos registros para a Presidência e informou que 12 candidaturas estavam validadas para as eleições de 2026. Entre elas estão, além de Lula e Flávio, as chapas de Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Augusto Cury e outros candidatos.

O calendário eleitoral prevê o primeiro turno para 4 de outubro e, caso necessário, o segundo turno para 25 de outubro.

Como interpretar o levantamento

A pesquisa representa as intenções de voto dos entrevistados no período em que foi realizada e não constitui previsão do resultado eleitoral. A diferença de 0,4 ponto percentual entre Lula e Flávio no cenário de segundo turno é inferior à margem de erro de um ponto percentual informada pelo instituto.

Além disso, pesquisas realizadas por diferentes institutos podem apresentar resultados distintos em razão de diferenças de metodologia, período de coleta, tamanho da amostra e forma de abordagem dos entrevistados.

As informações adicionais foram conferidas em registros e publicações do TSE, além de reportagens que reproduzem os dados da AtlasIntel/Bloomberg.