
Foto: Reprodução
A promotora de Justiça Marlinda Maria Dutra de Oliveira, de 58 anos, morreu nesta quarta-feira (19), após um afogamento na região de Praia do Forte, no município de Mata de São João, litoral norte da Bahia. Ela havia viajado ao estado para participar do 3º Congresso CONAMP Mulher, encontro nacional que reúne integrantes do Ministério Público de diferentes estados.
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Segundo as informações divulgadas inicialmente, o incidente ocorreu na área conhecida como Praia do Papa-Gente, em Praia do Forte, região marcada pela presença de piscinas naturais e formações de corais. Uma amiga que acompanhava a promotora também teria se envolvido na ocorrência, mas foi retirada da água com vida e encaminhada para atendimento médico.
Até o momento, as circunstâncias exatas do afogamento ainda não foram esclarecidas publicamente. As informações disponíveis indicam que as autoridades baianas deverão apurar a dinâmica do acidente.
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) comunicou o falecimento e lamentou a morte da promotora, destacando sua trajetória no serviço público e sua atuação na instituição.
Viagem para congresso do Ministério Público
Marlinda estava na Bahia durante o período de realização do 3º Congresso CONAMP Mulher, programado para ocorrer entre os dias 19 e 21 de agosto, em Salvador. O evento é promovido pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), em parceria com a Associação do Ministério Público da Bahia (AMPEB) e a Comissão de Mulheres da CONAMP.
Neste ano, o congresso tem como tema “Mulher 4.0: A Evolução do Ministério Público em Perspectiva de Gênero” e reúne membros do Ministério Público para debates sobre carreira, saúde da mulher, atuação institucional, direitos das mulheres, inovação e desafios relacionados à perspectiva de gênero.
A programação oficial previa, para esta quarta-feira, reuniões de colegiados, atividades voltadas à saúde da mulher e a solenidade de abertura do congresso, seguida de confraternização. As atividades científicas seriam realizadas principalmente no Trapiche Barnabé, em Salvador.
A morte da promotora ocorreu justamente no primeiro dia do evento.
Atuação no Ministério Público do Amazonas
Marlinda Maria Dutra de Oliveira era promotora de Justiça de entrância final e estava lotada na 41ª Promotoria de Justiça de Manaus. Dados oficiais do MPAM indicam que ela ocupava a função desde 20 de maio de 1994, quando foi nomeada por meio do Ato nº 063/1994/PGJ.
A 41ª Promotoria de Justiça atua junto à 3ª Vara da Fazenda Pública, em matérias relacionadas à Fazenda Pública. O próprio MPAM registra Marlinda como titular da unidade.
Documentos oficiais publicados pelo Ministério Público mostram que, ainda em 2026, a promotora permanecia em plena atividade. Em março, por exemplo, ela assinou atos relacionados à fiscalização de obras e serviços públicos e procedimentos envolvendo prestação de contas e atuação de fundações.
A atuação de Marlinda também aparece em registros relacionados ao trabalho eleitoral e a plantões do Ministério Público. Em 2025, ela integrou escalas de plantão na área cível e, anteriormente, participou de atividades do MPAM em municípios do interior do Amazonas.

Férias coincidiam com o período da viagem
Outro registro oficial ajuda a contextualizar a viagem. Em março de 2026, o MPAM autorizou Marlinda a usufruir 20 dias de férias, de 3 a 22 de agosto de 2026. O período coincide justamente com a realização do Congresso CONAMP Mulher, marcado para 19 a 21 de agosto em Salvador.
A informação, no entanto, não permite concluir se toda a viagem à Bahia ocorreu exclusivamente durante o período de férias ou se houve outros compromissos associados à participação no congresso.
Corpo deverá ser trasladado para Manaus
O corpo da promotora deverá ser trasladado da Bahia para Manaus. Até a publicação desta reportagem, ainda não haviam sido divulgadas oficialmente informações definitivas sobre horário e local do velório e do sepultamento.
A família e o Ministério Público do Amazonas deverão comunicar posteriormente os detalhes das cerimônias de despedida.
Breve histórico de Marlinda Maria Dutra de Oliveira
Marlinda Maria Dutra de Oliveira construiu uma carreira de mais de 32 anos no Ministério Público do Amazonas, tendo ingressado na instituição em 20 de maio de 1994. Os registros oficiais apontam que ela alcançou a condição de promotora de Justiça de entrância final e exerceu suas funções principalmente na capital amazonense.
Ao longo da trajetória, esteve vinculada a diferentes atividades do MPAM, incluindo a área cível, Fazenda Pública e funções relacionadas à atuação eleitoral. Registros institucionais também mostram sua participação em atividades no interior do Amazonas, como em Maraã.
Nos meses que antecederam sua morte, Marlinda continuava atuando em procedimentos relacionados à administração pública, fiscalização de serviços e patrimônio público. Em março de 2026, por exemplo, documentos oficiais registraram sua atuação em procedimentos envolvendo fundações e questões de infraestrutura urbana.
A carreira da promotora foi encerrada aos 58 anos, durante uma viagem à Bahia que tinha como objetivo a participação em um dos principais encontros nacionais voltados à atuação das mulheres no Ministério Público.
As informações sobre a dinâmica do afogamento, a identificação oficial da causa da morte e os detalhes das cerimônias de despedida ainda podem ser atualizados pelas autoridades e pelo MPAM.
