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Amazonas ultrapassa 37 toneladas de drogas apreendidas em 2026 e impõe prejuízo bilionário ao tráfico

Nova apreensão de 3,4 toneladas em Manaus, aliada ao reforço das bases fluviais e da segurança no interior, fortalece estratégia do Estado contra organizações criminosas.


O Amazonas intensificou o combate ao narcotráfico em 2026 e já contabiliza mais de 37 toneladas de drogas apreendidas em operações realizadas pelas forças de segurança estaduais, em ações integradas com órgãos federais e internacionais. A mais recente ocorreu na Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste de Manaus, onde 3,4 toneladas de entorpecentes foram retiradas de circulação, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 60 milhões às organizações criminosas.

A carga foi localizada durante uma operação da Polícia Militar, por meio da 28ª Companhia Interativa Comunitária (28ª Cicom), com apoio dos setores de inteligência e da Polícia Nacional do Peru. O material foi apresentado na sede do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRCO).

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Durante a apresentação da apreensão, o governador Roberto Cidade destacou que o foco das operações é enfraquecer financeiramente as facções criminosas.

“Mais de R$ 60 milhões de prejuízo para o crime organizado. É dessa forma que vamos continuar trabalhando com eficiência, dedicação e resultado”, afirmou.

Segundo o Governo do Amazonas, o prejuízo acumulado ao tráfico de drogas em 2026 já ultrapassa R$ 1 bilhão, resultado das sucessivas operações realizadas em rotas fluviais, terrestres e de fronteira.

 

Foto: Reprodução

 

Apreensões históricas e reforço nas fronteiras

No primeiro semestre deste ano, aproximadamente 32 toneladas de entorpecentes já haviam sido apreendidas pelas forças de segurança. Entre as maiores operações está a realizada no Rio Solimões, em Coari, que resultou na apreensão de 2,5 toneladas de drogas, considerada a segunda maior da história das bases fluviais Arpão.

Para ampliar a capacidade de enfrentamento ao crime organizado, o Governo do Estado investiu R$ 9,1 milhões na aquisição de lanchas blindadas, equipamentos e novas tecnologias destinadas ao fortalecimento das Bases Arpão, responsáveis pelo monitoramento das principais rotas utilizadas pelo narcotráfico na região amazônica.

Segurança reforçada no interior

Outra frente da estratégia estadual é a interiorização das ações policiais. Com a segunda fase da operação de reforço da segurança pública, mais de 400 agentes das forças estaduais foram enviados para atuar nos 61 municípios do interior do Amazonas, ampliando o patrulhamento e o combate às organizações criminosas fora da capital.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, coronel Paiva, os resultados alcançados são consequência da integração entre as forças estaduais, a Polícia Federal e a cooperação internacional com a Polícia Nacional do Peru, considerada fundamental para combater as rotas do tráfico que cruzam a fronteira amazônica.

Enquanto isso, a Polícia Civil segue investigando a origem da droga, o destino da carga e os integrantes da organização criminosa responsável pelo transporte. O objetivo é identificar toda a cadeia logística e financeira das facções, ampliando o impacto das operações sobre o crime organizado.