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Caso Maria Eduarda: Polícia Federal é acionada após perfis na internet fazerem apologia a necrofilia

Deputadas denunciam publicações e pedem investigação sobre contas que disseminaram conteúdos de teor sexual e ofensivo nas redes sociais.


A Polícia Federal foi acionada para investigar perfis nas redes sociais que publicaram conteúdos de caráter criminoso relacionados à morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, vítima de um acidente durante a prática de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo.

Segundo as denúncias, após a repercussão do caso, usuários passaram a disseminar comentários ofensivos e de teor sexual envolvendo a vítima, o que gerou forte reação de autoridades e internautas.

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“Se juntar direitinho as peças dá pra se divertir ainda”, dizia um comentário publicado no X, o antigo Twitter. “Vou fazer concurso para o IML”, ironizava outro.

Print: Redes sociais (Reprodução)

Deputadas acionam a PF

Diante da gravidade das publicações, as deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP), Tabata Amaral (PSB-SP) e Talíria Petrone (PSOL-RJ) acionaram a Polícia Federal e solicitaram investigação para identificar os responsáveis pelas contas.

As parlamentares afirmam que os conteúdos podem configurar crimes previstos na legislação brasileira, como vilipêndio de cadáver, incitação ao crime e possível apologia a práticas criminosas.

Print: Redes sociais (Reprodução)

Possíveis penas

Caso os investigados sejam identificados e denunciados, eles podem responder criminalmente com base no Código Penal brasileiro.

O crime de vilipêndio de cadáver, previsto no artigo 212, prevê pena de detenção de 1 a 3 anos e multa.

Já a incitação ao crime, prevista no artigo 286, pode resultar em detenção de 3 a 6 meses ou multa, enquanto a apologia de crime ou criminoso, prevista no artigo 287, tem pena de detenção de 3 a 6 meses e multa.

Além disso, dependendo do conteúdo das postagens e da forma de divulgação, os investigados também podem ser enquadrados em outros dispositivos legais, como crimes de ódio, injúria ou associação com práticas criminosas, com agravantes previstos conforme o caso concreto.

Caso segue sob investigação

Paralelamente, a morte de Maria Eduarda segue sendo apurada pela Polícia Civil de São Paulo. A investigação busca esclarecer possíveis falhas de segurança durante o salto de rope jump, modalidade semelhante ao bungee jump.

Debate sobre crimes digitais

O episódio reacende o debate sobre a responsabilização de usuários e plataformas digitais diante da disseminação de conteúdos criminosos na internet, especialmente em casos de grande repercussão.

Autoridades e especialistas destacam que a identificação dos responsáveis depende de rastreamento de dados e cooperação das empresas de tecnologia com as investigações.