
Foto: Reprodução/Bruno Kelly/REUTERS
O número de municípios em situação de emergência no Amazonas devido à cheia dos rios subiu para 15, segundo boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado. Ao todo, mais de 133 mil pessoas já foram afetadas pelas inundações em diferentes regiões do território amazonense.
De acordo com o órgão, outros quatro municípios estão em alerta, 31 em situação de atenção e 12 permanecem em condição de normalidade — entre eles a capital, Manaus.
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O mais recente município a entrar na lista de emergência foi Guajará, no sul do estado, após o nível do Rio Juruá atingir 12,03 metros. Já em Tonantins, o Rio Solimões chegou a 15,09 metros, agravando a situação na região do Alto Solimões.
Entre os municípios em situação de emergência estão Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Tabatinga, Tefé, Coari, Lábrea, Manicoré, entre outros, distribuídos principalmente pelas calhas dos rios Solimões, Juruá e Purus.
A cheia é monitorada de forma contínua pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil, que integra o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais. O órgão acompanha a elevação dos rios e coordena ações emergenciais com prefeituras e órgãos estaduais.
Ações do governo
Como resposta aos impactos, o governo do Amazonas intensificou a distribuição de kits de purificação de água do programa Água Boa, beneficiando municípios afetados e comunidades ribeirinhas. A iniciativa busca reduzir riscos de doenças de veiculação hídrica durante o período de inundação.
Na área econômica, a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) anunciou medidas emergenciais, incluindo ampliação de crédito, renegociação de dívidas e flexibilização de garantias para produtores e empreendedores atingidos pela cheia.
Saúde e prevenção
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP) também emitiram orientações técnicas aos municípios. Entre as recomendações estão o reforço da vacinação contra doenças como hepatite, tétano e raiva, além da vacinação de animais domésticos.
Outro ponto de atenção é o tratamento da água consumida pela população, com distribuição de hipoclorito de sódio e monitoramento da qualidade da água em áreas rurais e comunidades isoladas.
As autoridades reforçam que o cenário de cheia faz parte do ciclo natural dos rios amazônicos, mas destacam que eventos extremos têm exigido respostas cada vez mais rápidas e coordenadas para reduzir os impactos sociais e econômicos nas populações afetadas.
