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Rodoviários de Manaus ameaçam nova greve a partir de segunda-feira

Categoria cobra pagamento do 13º salário e benefícios atrasados; paralisação pode ser por tempo indeterminado.


Foto: Reprodução

Os rodoviários de Manaus anunciaram que poderão iniciar uma nova greve na próxima segunda-feira (8), caso não haja avanço nas negociações com as empresas do transporte coletivo. O comunicado foi feito pelo Sindicato dos Rodoviários durante coletiva realizada nesta sexta-feira (5).

O presidente do sindicato, Givancir Oliveira, afirmou que a categoria está sem previsão para o recebimento do 13º salário, além de benefícios como cesta básica, vale-alimentação e vale-lanche.

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“Vamos realizar o movimento grevista na segunda-feira, sem data para terminar. Nossas reivindicações incluem o 13º, salários e benefícios que não têm data para serem pagos. Vamos para a guerra!”, declarou.

Trabalhadores e usuários reagem nas redes

A possibilidade de uma nova paralisação provocou forte repercussão nas redes sociais. Alguns trabalhadores defenderam que a greve deveria começar ainda hoje, caso os pagamentos não fossem regularizados.

“Vamos parar é amanhã se o pagamento não cair. Só assim pra sermos levados a sério”, escreveu um rodoviário em um dos grupos da categoria.

Histórico de tensões no transporte

A crise entre trabalhadores e empresas não é recente. Em novembro, uma paralisação espontânea — sem articulação do sindicato — já havia interrompido o serviço devido ao atraso no auxílio-alimentação.

Na ocasião, motoristas e cobradores pararam atividades no Terminal 1, na avenida Constantino Nery, causando impacto significativo no transporte público da capital.

Possível impacto na cidade

Caso a greve seja confirmada e mantida por tempo indeterminado, o transporte coletivo de Manaus poderá novamente enfrentar grandes transtornos, afetando milhares de passageiros nas primeiras semanas de dezembro, período de maior movimento no comércio e nas vias da cidade.

As empresas do sistema ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as cobranças dos trabalhadores.