O governo brasileiro rejeitou, nesta sexta-feira (22/8), o pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) para custear as despesas de hospedagem de delegações de países menos desenvolvidos durante a COP30, marcada para novembro em Belém (PA).
A proposta havia sido formalizada em carta enviada pela ONU ao Brasil, sugerindo subsídios diários de US$ 100 por participante. A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, descartou a ideia:
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“Não cabe aos brasileiros arcarem com as delegações de outros países”, afirmou.
Segundo ela, o Brasil já tem arcado com custos elevados para viabilizar a conferência, mas apoia a revisão dos valores pagos pela própria ONU para subsídios. Atualmente, a diária estabelecida para Belém é de US$ 149, valor menor que o praticado em outras cidades-sede, como São Paulo (US$ 250).
Críticas e risco de exclusão
O impasse ocorre em meio a fortes críticas de organizações e delegações internacionais sobre a alta no preço das hospedagens na capital paraense. Em alguns casos, os valores das diárias subiram até dez vezes em relação ao habitual, levando entidades como o Observatório do Clima a alertarem que a COP30 pode se tornar a mais excludente da história.
Apesar das reclamações, Miriam Belchior reforçou que a sede do evento não será alterada:
“A cidade já tem contratos firmados, navios contratados, obras em andamento e espaços comercializados. A COP será em Belém”, garantiu.
Expectativa de participação
De acordo com o secretário extraordinário para a COP, Valter Correia, 47 países já confirmaram presença e reservaram hospedagens para novembro. A expectativa é que ajustes nas políticas de apoio da ONU evitem desistências e garantam participação expressiva de líderes internacionais no evento.
