
A mobilização esta espalhada em diversos pontos do Estado, como em Júlio de Castilhos na região Central.
As mobilizações de agricultores no Rio Grande do Sul chegaram ao sexto dia consecutivo nesta quarta-feira (4), com bloqueios em rodovias estratégicas para o transporte e escoamento da produção agropecuária. Os produtores rurais reivindicam a securitização das dívidas agrícolas e a liberação de novas linhas de crédito para custeio e investimentos nas lavouras.
Logo no início da manhã, a BR-293 foi totalmente bloqueada no quilômetro 161, em Hulha Negra (RS), na região da Campanha. Segundo relatos de manifestantes, apenas veículos de emergência, como ambulâncias, têm passagem liberada. A Polícia Rodoviária confirmou a interdição.
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Em Rosário do Sul, na BR-290, os bloqueios são alternados no sistema “pare e siga”, e em Canguçu, no sul do Estado, agricultores mantêm tratores no acostamento desde o dia 21 de maio. A produtora Fabiane Venzke destaca que a maior adesão acontece no período da tarde: “De manhã o pessoal trabalha na lavoura e se organiza para vir pra cá. O importante é não desistir”.
No norte do Estado, em Tio Hugo, produtores realizam bloqueios temporários a cada 10 minutos. Já em Passo Fundo, está marcado para esta sexta-feira um tratoraço com ponto de concentração no trevo da caravela. A ação é organizada sob o slogan “pela sobrevivência no campo e na cidade”.
Na próxima segunda-feira (9), uma grande manifestação deve ocorrer na BR-392, em Pelotas, nas proximidades da ponte sobre o canal São Gonçalo, principal via de acesso ao Porto do Rio Grande. A expectativa é de que mais de 500 tratores participem do ato.
Possíveis consequências
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Atraso no escoamento da produção agrícola: Com o bloqueio de rodovias que levam aos portos, como o de Rio Grande, pode haver atrasos no envio de grãos e outros produtos ao mercado interno e para exportação, o que impacta a economia nacional.
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Alta no preço dos alimentos: Com possíveis prejuízos na logística e colheita, o abastecimento pode ser comprometido, afetando diretamente os preços nos supermercados.
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Interrupções no transporte de insumos e medicamentos: Apesar da liberação de ambulâncias, bloqueios parciais podem atrasar o transporte de bens essenciais para regiões mais remotas.
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Pressão sobre o governo federal: A intensificação das mobilizações pode gerar uma crise política no setor agrícola e acelerar negociações por medidas emergenciais de apoio financeiro.
