O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (30) a abertura de uma nova investigação da Polícia Federal (PF) para apurar uma suposta prática de tráfico de influência envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que pretende investigar se Lulinha teria atuado junto ao Ministério da Saúde para favorecer interesses privados no processo de autorização para comercialização de produtos à base de cannabis medicinal.
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A nova apuração é independente de outras investigações já conduzidas pela PF e amplia o escopo das diligências envolvendo o empresário. Segundo informações divulgadas por veículos da imprensa nacional, a suspeita é de que ele tenha utilizado sua influência política para facilitar tratativas relacionadas ao setor de cannabis medicinal, hipótese que será analisada ao longo do inquérito.
Investigação já havia avançado em outras frentes
O nome de Fábio Luís Lula da Silva já aparecia em investigações conduzidas pela Polícia Federal desde o início de 2026. Em fevereiro, o ministro André Mendonça autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário após a corporação apontar indícios que justificariam o aprofundamento das apurações.
Na ocasião, a PF informou que menções ao empresário surgiram em depoimentos, documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos durante investigações relacionadas a supostas fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Suspeita envolve influência junto ao Ministério da Saúde
De acordo com a linha investigativa, a Polícia Federal busca esclarecer se houve atuação de Lulinha para beneficiar empresas interessadas na autorização para comercialização de medicamentos e produtos derivados de cannabis medicinal perante órgãos ligados ao Ministério da Saúde.
Até o momento, a autorização do STF representa apenas o aval para que a investigação seja aprofundada. A abertura do inquérito não significa que haja conclusão sobre eventual prática criminosa ou responsabilização do investigado. Caberá à Polícia Federal reunir provas e encaminhar o resultado das diligências ao Ministério Público, que decidirá sobre eventuais medidas futuras.
Caso permanece sob supervisão do STF
Como o procedimento possui conexão com investigações que já tramitam na Suprema Corte, a supervisão permanece com o ministro André Mendonça.
Nos últimos meses, o magistrado tem adotado uma série de decisões relacionadas aos inquéritos conduzidos pela Polícia Federal, incluindo autorizações para quebra de sigilos e determinações sobre o andamento das investigações, que seguem sob segredo de Justiça em diversos trechos.
Defesa
Até a publicação desta reportagem, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva não havia se manifestado sobre a autorização da nova investigação. Caso haja posicionamento oficial, este texto será atualizado.
