Eleições 2022

Projeção indica reeleição de Macron com 58,2% dos votos; Le Pen admite derrota


Emmanuel Macron vencerá as eleições presidenciais da França, projetam os eleitores, defendendo um desafio histórico da candidata de direita Marine Le Pen durante a votação de domingo.

Espera-se que o presidente Macron tome 58,2% dos votos contra 41,8% de Le Pen, de acordo com uma análise dos dados de votação dos pesquisadores Ipsos & Sopra Steria realizada para as emissoras France Televisions e Radio France.

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Os eleitores franceses normalmente divulgam projeções às 8:00.m horas locais, quando as urnas fecham nas principais cidades e várias horas antes de o Ministério do Interior francês divulgar os resultados oficiais.

Essas projeções, que se baseiam em dados de estações de votação que fecham às 19h.m. no resto do país, geralmente são usadas pelos candidatos e pela mídia francesa para declarar um vencedor.

Quem é Emmanuel Macron
Nascido na cidade de Amiens, no interior da França, o atual presidente cursou Filosofia e formou-se em 2004 na Escola Nacional de Administração (ENA). Trabalhou por quatro anos na Inspetoria Geral de Finanças (IGF), antes de ingressar no setor bancário.

Entre 2012 e 2014, atuou como Secretário-Geral Adjunto da Presidência da República. De 2014 a 2016 foi ministro da Economia, Indústria e Digital.

Ainda jovem, aos 16 anos, se apaixonou por Brigitte Trogneux – sua então professora de teatro, 24 anos mais velha. Apesar das controvérsias familiares e sociais geradas pelo romance improvável, Macron e Brigitte estão juntos desde então.

“Minha base, meu refúgio. Nossos filhos e enteados, e nossos sete netos”, diz o presidente sobre a família no site oficial do governo.

Em seu primeiro mandato, assim como para todos os líderes mundiais nos últimos dois anos, a pandemia da Covid-19 foi um dos principais desafios de Emmanuel Macron. Entre idas e vindas de lockdowns, medidas sanitárias, exigências de máscara e implementação da campanha de vacinação, o presidente enfrentou a ira da oposição.

Antes da crise sanitária, ainda no início do mandato, uma onda de protestos invadiu a França. O movimento dos “coletes amarelos” levou milhares de pessoas às ruas, engatilhado por uma medida de Macron que aumentou o preço do diesel, no fim de 2018.

Redação: Portal CINCO