Um incêndio de grandes proporções atingiu uma loja na Rua Henrique Martins, no Centro de Manaus, na manhã desta terça-feira (11). As chamas provocaram uma intensa nuvem de fumaça preta, assustaram comerciantes da região e destruíram parte da estrutura do imóvel.
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A ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e da Polícia Militar, que precisaram isolar a área para garantir a segurança de pedestres, comerciantes e trabalhadores que circulavam pelo Centro.
Segundo a responsável pelo prédio, Fabiana Carla Souza, o fogo teria começado após um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado. A partir do problema elétrico, as chamas se espalharam pela fiação e avançaram para um depósito localizado no terceiro pavimento.
No local havia grande quantidade de papelão, caixas, roupas e materiais plásticos, que contribuíram para aumentar a intensidade do incêndio. A presença desses materiais fez com que o fogo produzisse uma grande quantidade de fumaça, que pôde ser vista de diferentes pontos da região central.
Comerciantes deixam lojas e retiram mercadorias
A intensidade da fumaça e o risco de avanço das chamas provocaram preocupação entre comerciantes que mantêm estabelecimentos próximos ao imóvel atingido.
Segundo relatos publicados por portais locais, alguns lojistas deixaram os estabelecimentos e retiraram produtos das lojas por precaução, diante do receio de que o incêndio pudesse se espalhar para outros imóveis.
Vídeos feitos por pessoas que estavam nas proximidades mostram a fumaça preta saindo do prédio e chamando a atenção de quem passava pela Rua Henrique Martins.
A ocorrência também provocou movimentação de curiosos e trabalhadores na área, enquanto as equipes de emergência atuavam no combate às chamas.
Parte da estrutura do prédio desabou
O incêndio provocou danos significativos na estrutura do imóvel. Parte da cobertura e da estrutura do prédio foi destruída durante a ocorrência, aumentando a preocupação com possíveis novos desabamentos.
O Portal do Holanda registrou que a estrutura do prédio desabou durante o incêndio. Já A CRÍTICA informou que parte da cobertura do imóvel foi destruída e que a área permaneceu isolada durante o atendimento da ocorrência.
O isolamento foi necessário para evitar que pessoas se aproximassem de uma área que poderia apresentar riscos estruturais após a ação do fogo.
Bombeiros controlam as chamas
O comandante do Corpo de Bombeiros, Orleilson Muniz, informou que o fogo ficou confinado ao imóvel e que não havia mais risco de propagação para outras áreas.
As equipes trabalharam para controlar os focos e realizar o rescaldo, procedimento necessário para evitar que o fogo voltasse a surgir em pontos ainda aquecidos ou escondidos entre os materiais queimados.
O trabalho dos bombeiros também foi acompanhado pela Polícia Militar, responsável pelo isolamento do entorno.

Segundo os Bombeiros, não houve vítimas fatais nem feridos – Foto: Reprodução
Pessoas inalaram fumaça
Durante o incêndio, algumas pessoas inalaram fumaça e precisaram receber atendimento médico.
Até a atualização das informações divulgadas durante a ocorrência, não havia confirmação sobre a gravidade do estado de saúde dessas pessoas. Também não havia registro confirmado de mortes relacionado ao incêndio.
Mais de 1,4 mil clientes tiveram energia afetada
O incêndio também interferiu no fornecimento de energia elétrica na região.
Segundo a concessionária Âmbar Energia, mais de 1,4 mil clientes tiveram o fornecimento afetado durante a ocorrência. Cerca de 1,2 mil consumidores tiveram a energia restabelecida após manobras realizadas na rede.
Os demais clientes precisaram aguardar a liberação da área, que estava isolada devido ao incêndio, para que o serviço fosse normalizado.
Curto-circuito é apontado como possível causa
A informação inicial apresentada pela responsável pelo imóvel aponta um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado como a possível origem do incêndio.
A causa, entretanto, ainda deverá ser oficialmente esclarecida. A investigação técnica poderá determinar as circunstâncias que provocaram o curto-circuito e avaliar os danos causados à estrutura do prédio.
A dinâmica do incêndio também deverá ser analisada para determinar como as chamas avançaram rapidamente até o depósito no terceiro pavimento.
Incêndios chamam atenção em Manaus
O caso ocorre em meio a uma sequência de ocorrências envolvendo incêndios na capital amazonense. Segundo levantamento divulgado pelo Corpo de Bombeiros e repercutido por portais locais, Manaus já havia registrado mais de 1,2 mil incêndios em 2026, com crescimento expressivo tanto nas ocorrências urbanas quanto nos incêndios florestais em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A sequência de ocorrências reforça a preocupação das autoridades com a prevenção de incêndios durante o período de temperaturas elevadas e maior risco de queimadas na capital.
No caso da Rua Henrique Martins, porém, a hipótese inicial é de que o incêndio tenha origem elétrica, e não em queimada.
As autoridades devem continuar os procedimentos de avaliação do imóvel e investigação das causas do incêndio.
