Em áudio, indigenista Bruno Pereira denunciou ação de garimpeiros no Vale do Javari em maio: ‘Tá empestado de balsa’.
Uma mensagem de áudio do dia 12 de maio deste ano no qual Bruno Araújo Pereira indigenista, assassinado na Amazônia, faz um desabafo a pessoas próximas no qual relata a perseguição que vinha sofrendo da Fundação Nacional do Índio (Funai).
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No áudio o indigenista relatava a presença de garimpeiros ilegais dentro da Terra Indígena Vale do Javari. No início de junho, Bruno e o jornalista inglês Dom Phillips foram mortos durante expedição à região.
“Tive a informação da Funai que o garimpo tá no lado do Jarinau, da aldeia antiga. Da aldeia antiga dá pra escutar as dragas. A aldeia antiga fica duas voltas abaixo da aldeia nova, onde eles estão, onde os tais garimpeiros tinham ido lá, né. Então, é pressão. Ou seja, os garimpeiros estão lá e a informação que a gente tem de outros [indígenas] kanamari é que o Rio Curuena tá empestado de balsa de garimpo.”
Veja o vídeo onde Bruno relata:
Univaja denunciou ações ilegais em março
O blog também teve acesso a documentos enviados pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) ao Ministério Público Federal (MPF) de Tabatinga (AM), falando de um homem conhecido como Colômbia, descrito como invasor de terras indígenas do Vale do Javari, além de traficante e receptor de mercadorias apreendidas. De acordo com apurações de bastidores, Colômbia é uma das pessoas investigadas no caso do assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips.
Redação Portal CINCO
